JUSTIÇA - MINISTÉRIO PÚBLICO - TRIBUNAL DE CONTAS SÃO AS CATEGORIAS QUE GANHAM OS SALÁRIOS MAIS ALTOS E NÃO CEDEM UMA VÍRGULA SEQUER EM SUAS REIVINDICAÇÕES - AS DEMAIS CLASSES QUE SE DANEM
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Eu penso que o governo não deveria parcimoniar tanto o aumento das categorias que percebem salários menores. Embora eu tenha que creditar o atraso dos reajustes a intransigência assistida por seus sindicatos e ou associações de classe.
Até quem possui os maiores salários são intransigentes em suas reivindicações.
Além dos professores e brigadianos há outras categorias que vão ser pautadas logo com os seus reajustes salariais. O DAER, a FEPAGRO e o IPE estão na sala de espera e os professores e brigadianos ainda não se resolveram. Não estão indecisos nas avaliações que fazem, no entanto, nesse sentido deixam de aceitar a oferta do governo que até poderia ser melhor se os contribuintes crescessem em quantidade e qualidade e recolhessem seus impostos dentro dos prazos. É como um grande condomínio, quem atrasa as taxas condominiais prejudica os que estão em dia.
Mas há outras categorias, que na minha avaliação já estão bem abonados e querem mais todos os anos, e em índices que assustam e abalam qualquer governo. Nesses estão os salários mais significativos que indiscutivelmente são os do TC, MP e JUSTIÇA.
É de se pensar que o Estado do Rio Grande do Sul está nadando em dinheiro sabendo-se que o conjunto das Folhas de Pagamento compromete as receitas do estado, mas as intransigentes categorias todos os anos reivindicam índices cada vez maiores.
Isso certamente gera descontentamento em segmentos importantes como o da Segurança Pública e do Magistério, que não é tratado da forma que merecem. Mesmo que certas categorias populosas possuírem mais de um mês de férias durante o ano. (Férias do Colégio, Férias Forenses, etc.).
Coisa que nunca deve acontecer é um segmento tal como Magistério, Saúde, Segurança e Transporte entrarem em greve porque quebra as pernas do povo que é o seu usuário, além de ser este o verdadeiro patrão dessas categorias. Mas esses segmentos orientados por suas associações e sindicatos estimulam seus associados a entrarem em greve se suas reivindicações forem frustradas.
O que deveria acontecer é uma negociação entre as associações e sindicatos com as devidas secretarias de estado, sendo o resultado de suas discussões avaliadas pelo governo.
Seguramente não dá para mais para assegurar salários altos a essa ou aquela categoria se os impostos arrecadados cobrem mal e parcamente a Folha de Pagamento do Estado, sendo que o dinheiro arrecadado pelos impostos, que não sobeja, deve atender a infra-estrutura de importantes setores tais como educação, habitação, saúde, segurança, transportes, este que implica em novas rodovias e sua implicada manutenção, que requer do governo mais receitas.
De onde vão tirar tanto dinheiro se quem produz os impostos são as empresas produtivas que geram riquezas e não os segmentos que ora reivindicam. E estas empresas, que também têm seus percalços, não estão gerando tantos impostos como muitos pensam.
É de se pensar bem sobre isso, porque entra e sai governo as reivindicações se sucedem cada vez com maior intensidade com prejuízos gravíssimos para a população.
Que os deputados que ganham para isso pensem e criem uma comissão para formatarem um projeto sustentável para atender ano após ano as reivindicações das inúmeras categorias, mas que pensem também nas receitas do estado sem onerar o contribuinte que já não agüentam mais de tantos impostos que têm para pagar.
Quando Lula foi eleito, para seu primeiro mandato, o desastre econômico que todos esperavam, felizmente, não aconteceu. Tudo porque o presidente e sua equipe, de forma surpreendente, resolveram manter, intacta, a política econômica do governo anterior.
Com o passar do tempo, muita gente que antes mostrava grande preocupação foi ficando mais tranquila e aliviada. Já os mais fiéis eleitores, seguidores e aliados do PT entenderam a decisão de Lula como uma grande traição. Vários deles, inclusive, simplesmente deixaram o PT.
O fato é que a partir daí, adoçados pela continuidade da política econômica de FHC, muitos brasileiros entenderam que Lula e os petistas não eram tão maus assim. E simplesmente esqueceram que as demais promessas de campanha, principalmente de cunho socializante, com viés social-comunista, Lula e PT jamais deixaram de lado.
A esperta estratégia de Lula e do PT estava certíssima.. Embriagada e feliz com o desempenho da economia, grande parte da sociedade, mesmo com alguma indignação aqui e ali, passou a tolerar muita coisa. A imprensa, bem aquinhoada por fartas verbas de publicidade do governo, contribuiu bastante para que Lula se tornasse um governante notável. Do bem.
Desta forma, o povo engambelado não percebeu que o país começava a dar seus primeiros passos para se transformar num país comunista. Até as minhas repetidas e exaustivas advertências, de que o Foro de São Paulo permanecia vivo como nunca, foram consideradas exageradas.
Muitos leitores chegaram a me enxergar como um maluco que via chifres em cabeça de cavalo. Pois, enquanto eu não passava de um crítico pessimista, a turma petista agia de forma sorrateira, sem alarde, nas reuniões com Chávez, Morales, Correa e Cia.
Só agora, diante dos dois decretos absurdos que Lula assinou, a sociedade está voltando a perceber do quanto é grave a situação do país. As propostas espertas, sorrateiras e perigosas, urdidas de forma estratégica e inteligente nos porões do governo Lula, estão sendo agora percebidas como ameaças à nossa débil democracia.
A preocupação da sociedade, quando tomou conhecimento do decreto que estupra a Lei da Anistia, aumentou pra valer quando conheceu o Decreto dos Direitos Humanos, que prega, entre tantos absurdos, um certeiro golpe na Justiça e extingue a propriedade privada no campo e nas cidades.
Agora, o que falta é saber qual atitude a ser tomada pelos tolerantes. Só a mera indignação não basta. É preciso mais: AGIR. Ou, simplesmente, acatar. E aí?