A CULPA É DO MORDOMO DE ROSEANE SARNEY FILHA DE JOSÉ SARNEY
Com a revelação do jornal O Estado de S.Paulo de que o Senado pagava o salário de R$ 12 mil para o mordomo de Roseana Sarney, filha do senador José Sarney e hoje governadora do Maranhão, o país ganhou o personagem emblemático que vira símbolo de uma época, para o bem e para o mal. Uma camioneta Elba foi a pá de cal na Era Collor e o motorista Eriberto França, o herói do início dos anos 90.No episódio do mensalão, que resultou em 40 réus respondendo a processo no Supremo Tribunal Federal e apenas três deputados cassados, o personagem inesquecível é o caseiro Francenildo Costa, que teve o sigilo bancário quebrado pelos que queriam desqualificar suas acusações contra o então ministro Antonio Palocci.Assim como a marca registrada de José Sarney é o seu bigode, o símbolo do escândalo que marca o ocaso da vida política do ex-presidente é um mordomo, personagem clichê dos romances policiais. Poderia ser irmão, sobrinho, cunhado, parente do genro, qualquer um que conseguiu se empregar em gabinetes do Senado por influência dele, mas o mordomo é insuperável. Contratar o mordomo com dinheiro público é piada pronta, script de Casseta & Planeta, deboche com os contribuintes.Mordomo com salário de R$ 12 mil pago com dinheiro do contribuinte deveria ser motivo para a renúncia de Sarney, que se agarra ao poder como um náufrago e encontra no presidente Lula sua tábua de salvação. Ou vai dizer que também não sabia desse caso? Roseana não é a primeira a pendurar empregados domésticos na folha do Senado, mas nenhum outro senador é filho do presidente da Casa ou é parte da família bem composta que ele se orgulha de ter formado.
Publicado no Blog de Rosane de Oliveira
do Grupo RBS - Rádio Gaúcha e Jornal Zero Hora